É hora de pensar em Enterprise Architecture

Publicado em 29/01/2012

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Olá pessoal. Tudo certo?!

Algumas idéias, uma vez aceitas, influenciam radicalmente a forma como percebemos e reagimos ao mundo. Nesse exato momento, estou sendo previlegiado com uma dessas experiências.

Na última semana tive a honra e a oportunidade de ouvir Markus Cristen (com blog e perfis no facebook e twitter) falar sobre Enterprise Architecture. Fiquei impressionado a princípio e, voltando para casa, decidi que era hora de estudar mais sobre o assunto. Assim, resolvi começar a leitura de Enterprise Architecture as Strategy recomendado pelo Waldemir Cambiucci (blog e twitter) há quase um ano (o que posso dizer?! Sou lento para algumas coisas).

O que é Enterprise Architecture?

Uma boa definição formal é:

the organizing logic for core business process and IT infrastrucutre reflecting the standarization and integration of a company’s operating model.

Ou seja, é uma iniciativa que explicita a organização dos processos e infraestrutura de forma a suportar o negócio.

Embora tal relação pareça óbvia, é impressionante como parece negligenciada atualmente.Como destacado por Einstein:

The significant problems we face cannot be solved by the same level of thinking that created them.

Enterprise Architecture: TI ou Negócio?

Por que ficar preso na limitância do “ou”, quando podemos nos libertar na supremacia do “e”. Enterprise Architecture é uma disciplina de TI e Negócio.

Veja, Enterprise Architecture trata da integração dos processos de negócio e da padronização dos processos de negócio. Logo, não é objeto apenas de TI. É algo mais amplo – é objeto de negócio.

Qual é o papel do Enterprise Architect?

Veja:

In a business wrold that is changing faster than ever befor, the top-performing firms create a stable base – they digitize their core process and embed thos process into a foundation for execution. This stable foundation makes a company both more efficient and more agile than its competitors.

Essa descrição está perfeitamente alinhada com o que já vimos sobre Enterprise Architeture. Logo, o papel do “Enterprise Architect” é orquestrar as iniciativas de organização dos processos de negócio e infraestrutura de TI de forma a refletir a padronização e integração do modelo de operações de uma companhia.

Enterprise Architect é uma posição estratégica, pois Enterprise Architecutre é, fundamentalmente, uma das expressões da estratégia (recomendo ler “Algumas palavras sobre essa tal Estratégia”).

Relação entre “Enterprise Architecture” e vantagem competitiva

Considere:

Top-performing companies define how they will do business (an operating model) and design the processes and infrastrucutre critical to their current and future operations (enterprise architecture), which guide the evolution of their foundation for execution.

Dessa forma:

Top-performing companies can create a low-cost, high-quality core of stability and constancy in a turbulent world. With a strong digitized core, these companies slide smoothly into the next opportunity while their competitors stumble.

Há uma relação clara e consistentemente repetida entre a formação de vantagens competitivas e a existência de uma “Enterprise Architecture” (mesmo quando não reconhecida dessa forma). Embora não tenha causalidade efetivamente demonstrada (recomendo ler “Essa tal causalidade”), há indícios para tal.

Oportunidades

O papel de “Enterprise Architect” ainda está vago na maioria das organizações. Isso fica evidente pela forma “não profissional” como a Enterprise Architecture ainda é conduzida (quando é).

Na maioria das organizações, ainda há um descolamento evidente entre a institucionalização de infraestrutura de TI e processos com os objetivos do negócio. Muitas empresas tem seu departamento de TI “feature-driven” ou, pior, “vendor-driven” e, como esse ainda é o padrão dominante, não há consequências notáveis.

Entretanto, cada vez mais, TI está sendo percebido como custo. TI não é auto-remunerado, depende do negócio e este está ficando (pelo cenário competitivo) cada vez mais exigente.

O alinhamento entre IT e business é inevitável. IT Architecture precisa ser cada vez mais “value-driven” ou “strategic-driven”. Para atingir isso, é necessário institucionalizar a realização da “Enterprise Architecture”.

O trabalho de Enterprise Architect, além de ter poder de causar impacto real nos negócios, se aproxima muito da estratégia. Logo, é sabidamente melhor remunerado.

Enfim, oportunidades!

Em posts futuros, volto ao tema descrevendo mais as atividades relacionadas a formulação da “Enterprise Architecture” e, consequentemente, o papel do “Enterprise Architect” (Na exata medida em que eu internalize mais tais conceitos)

Era isso.

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