Elemar DEV

Tecnologia e desenvolvimento

A força da corrente é definida pelo elo mais fraco

Olá pessoal. Tudo certo?!

Muitas vezes vivemos a ilusão de que quanto mais “ótimos” somos em nossas atividades, melhor. Infelizmente, nem sempre é assim. Afinal, sempre existem as restrições.

Sobre a existência das restrições/gargalos

Considere que você tenha um time de 4 pessoas trabalhando em features para uma nova versão de um software.

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Quanto tempo leva até que ocorra um release?! Simples: o tempo correspondente ao maior esforço de desenvolvimento.

Perceba: se o Dev A precisa de 45 dias para concluir sua atividade e o Dev B precisa de apenas 10,  então, pouco adianta o Dev B reduzir seu prazo para 8 dias, pois, ainda assim, o tempo final continuará sendo 45 dias (pelo menos).

Imaginemos agora que temos uma “sequência de atividades”.

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Novamente há o limitante da restrição. No esquema indicado na figura, as atividades A e B são pouco influentes no tempo total. Afinal, C consome o tempo real.

Onde as boas intenções são problema

Temos tendência a super valorizar as “eficiências locais”. Ou seja, muitas vezes avaliamos o nosso trabalho e o dos outros com base na qualidade/prazos/custos diretamente relacionados, ignorando o todo.

O problema é que, quase sempre, essa ênfase na eficiência local resulta em prejuízo na eficiência global. Funcionamos bem individualmente, mas falhamos como grupo. Funcionamos bem em nosso time, mas falhamos na organização.

Se estamos “produzindo em linha” e temos uma restrição em um estágio avançado do processo, então, percebemos o “trabalho acumulando” antes daquele estágio. Ou seja, DESPERDÍCIO – eficiência local convertida em ineficiência global.

Reconhecendo as demandas de ociosiodade

Como desenvolvedores, não vemos o prejuízo do estoque intermediário. Se víssemos, perceberíamos que a ociosidade pode ser mais barata que a eficiência local. Ou seja, se trabalhássemos com tangíveis, perceberíamos que a eficiência global pode ser favorecida por alguma ineficiência local.

Como trabalhamos com intangíveis, então, nosso principal “estoque de consumo” são horas. E essas, infelizmente, não são “estocáveis”. Hora perdida não pode ser recuperada.

Entretanto, perceba, sejam nossos entregáveis tangíveis ou intangíveis, a eficiência global se beneficia da eventual inificiência local.

Então o melhor é ficar parado?!

Claro que não! O segredo é parar de fazer certo as coisas (eficiência) e passar a fazer as coisas certas (eficácia). Para isso, amigo, você precisa de visão sistêmica.

Para ser eficaz você precisa conhecer as demandas de sua empresa.

Se você trabalha em uma startup, então, precisa efetivamente ver o que não está certo. O que pode ser melhorado e, efetivamente, por as “mãos na massa”. Em uma startup, temos a “vantagem” de não haver clareza na proposição de valor. Logo, você tem a oportunidade de maximizar sua eficácia ajudando a empresa a “encontrar o caminho”. Em uma startup as restrições são móveis e instáveis.

Se você trabalha em uma empresa mais “estável”, então, precisa entender que o foco é a excelência operacional. Você será mais eficaz na medida em que conseguir reduzir o impacto sobre as restrições que, nessas empresas, são mais estáveis.

Resumindo…

Busque a eficácia individual e a eficiciência global. Em palavras simples, pratique o TBC (Tirar a Bunda da Cadeira), conheça a empresa onde você trabalha, saiba dos impactos de seu trabalho e faça sua parte para as coisas darem certo.

Ah! E se não virem isso com bons olhos… Procure outro emprego.

Smiley piscando

Era isso.

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Publicado às 09/06/2012 por em Post e marcado , , , .

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