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Tecnologia e desenvolvimento

SNIPPET: Uma definição para Startup

Olá pessoal. Tudo certo?!

Segue outro SNIPPET (post curtinho).

Há tempos venho procurando uma definição para Startup. Finalmente cheguei a uma que entendo ser suficiente:

Startup é (1) uma organização (2) projetada para criar novos e serviços (3) em condições de extrema incerteza.

Encontrei essa definição no livro “The Lean Startup: How Today’s Entrepreneurs Use Continuous Innovation to Create Radically Successful Businesses”. Veja que ela exclui o tempo de existência da empresa.

Você concorda com essa definição?! Ela é suficiente?!

35 comentários em “SNIPPET: Uma definição para Startup

  1. Muito bom! Acredito que seja a definição mais clara e objetiva que vi até agora.

  2. Alexandre Tarifa
    13/06/2012

    Olá Elemar, trabalho em uma empresa de internet e definimos que a nossa cultura é uma cultura de startup ao invés de afirmar ser um… afinal, temos 8 anos de história…

    temos um documento que define nossa cultura… que chamamos de 10 leis do startup, que é nossa cultura!

    1 – obsessão pelo cliente
    2 – Não é um emprego, é uma missão
    3 – Energia!
    4 – Diversão
    5 – Integridade
    6 – Intolerância a mediocridade
    7 – Sem política
    8 – Frugalidade!!!!
    9 – Foco no produto
    10 – Simplicidade

    • elemarjr
      13/06/2012

      Excelentes valores.

      Curiosidade: Eles são compartilhados entre todos os colaboradores?!

      BTW, gosto da definição, exatamente, por ela excluir o tempo.

      • Alexandre Tarifa
        13/06/2012

        Opa, com certeza!

        Temos em todas as paredes, apresentações da empresa, pins, brindes, etc :)

        é nossa alma :)

        • elemarjr
          13/06/2012

          Muito obrigado por compartilhar comigo. Quando for a Sampa, gostaria de conhecer sua empresa.
          :)

          • Alexandre Tarifa
            13/06/2012

            Com certeza! estou terminando neste mês a obra do escritório novo, mudamos em julho :) será um ambiente muito bacana! convidadíssimo!

  3. Cássio B. Pereira
    13/06/2012

    E ai Elemar, blz?

    Só acho que a palavra “extrema” ao final não se aplica. Afinal, alguma certeza o empreendedor tem ao iniciar algo, no mínimo questões como, qual produto, ou ao menos ideia de produto, público, essas coisas o cara já tem em mente e no máximo, expande ou diminui para um escopo, mas não foge eu acredito.

    • elemarjr
      13/06/2012

      Penso que exista uma idéia. Entretanto, acho que essa mudança acontece com frequência em Startups.

      Penso que há um “triângulo” de ferro para novos negócios com: 1) Proposta de Valor 2) Modelo de Monetização 3) Processos+Recursos chave. Esses três itens, enquanto instáveis, refletem a tal “extrema incerteza”.

      • Cássio B. Pereira
        10/08/2012

        Compreendi :) rsrs.

        Porém rsrs, extrema é abrangente de mais, é praticamente dizer que “TUDO” pode mudar, quando o CORE, não irá mudar!

  4. Brandão
    13/06/2012

    Acrescentaria a frase: e que seja escalável!

    • elemarjr
      13/06/2012

      desenvolva. que negócio não é escalável?!

      • egomesbrandao
        13/06/2012

        Consultoria…

        • elemarjr
          13/06/2012

          Entendi. Se não houver modelo de expansão é, realmente, uma limitação.

          • Brandão
            13/06/2012

            É que eu não lembro exatamente como estava escrito, mas já li uma definição que startup seria o Instagram, meia dúzia de engenheiros com uma nova idéia, etc… e escalando para milhões de usuários.
            O que seria diferente de uma indústria de sapatos, além de não ser um negócio inovador, apesar de conseguir escalar a produção não entraria na categoria startup.

            • elemarjr
              13/06/2012

              Veja, eu acho que o que pega aqui é “extrema incerteza”.

              Uma fábrica de sapatos conhece claramente o público que deseja atingir e o produto que vai desenvolver.

              O Instagram, caso não conseguisse acertar o passo com as fotos/efeitos, teria que se reinventar ou morrer.

              Não acha?

  5. Brandão
    13/06/2012

    É isso…

  6. Yan Justino
    13/06/2012

    A definição me agrada em partes. Me incomoda um pouco a expressão “extrema incerteza”, uma vez que o levantamento de riscos do faz parte do plano de negócio. Sendo assim, esta extrema incerteza não é tão extrema assim! Por outro lado, como nossa cultura empreendedora perpassa pela antecipação do fazer à frente do planejar, possa ser que essa expressão faça todo sentido…

    • Brandão
      13/06/2012

      Essa expressão é no sentido de que você esta em águas nunca antes navegadas! Exemplo: ninguém precisava do iPod até ele ser lançado, depois virou uma necessidade para ouvir música.

      • elemarjr
        13/06/2012

        Veja só! Como fazer o plano de negócios para o “negócio” iPod.

        Foi uma aposta, concorda?!

        Será que a Apple entendia que estaria mudando o “negócio” música?!

        Enfim..

      • Yan Justino
        13/06/2012

        Bem, acho forçado colocar Ipode e Startups em um mesmo nível. Neste caso, Não acredito nesta aposta tão à cegas, por parte da Apple! Existem estudos de tendências e de comportamento de massa. A apple já soube o que foi perder dinheiro em projetos passados. Prefiro acreditar na ideia de que se ninguém “precisasse” de um IPod ele não teria sido criado. Também prefiro acreditar que grandes corporações tem capital suficiente para fazer você “precisar” de algo…

        • Brandão
          13/06/2012

          OK… Não estou dizendo que a Apple tem a ver com Startup, longe disso… Mas no caso do iPod, iPhone iPad ela praticamente criou mercados. Existe sim estudos, porém é preciso lembrar que MP3 player já existia, o que ela fez foi criar uma outra experiência, por isso a incerteza!
          As pesquisas de mercado não te dão muito se você não sabe perguntar. Normalmente o que um cliente quer é a mesma coisa só que mais barato. Dificilmente alguém deu a entender que era preciso mudar a forma como o usuário comprava música, que a transferência para o aparelho precisava ser rápida (isso era uma feature bombástica no primeiro iPod), e por aí vai… O livro Estratégia do Oceano Azul http://bit.ly/MP3fV8 fala muito sobre isso.

        • elemarjr
          13/06/2012

          Aí está, man. Nem sempre. E isso vem mudando bastante.

          Considere:
          * a Google não conseguiu fazer o Google + pegar (pelo menos, ainda não).
          * Também não foi possível para a Microsoft fazer o Zune pegar.
          * Não havia como prever também que o Nintendo Wii faria tanto sucesso.

          Veja, não estou dizendo que o planejamento seja algo descartável. Longe disso. Estou assumindo apenas que a administração conservadora não cabe em uma Startup. Por quê? Por haver um nível muito mais acentuado de incerteza.

          Repare, a Microsoft lançou o Kinect. Todos sabemos que ele tem um potencial gigante para revolucionar a interação homem computador. Certo?! Entretanto, não sabemos como.

          Sou apaixonado por estudos sobre tendências. Entretanto, tendências são .. tendências.

          Em cenários de extrema incerteza, há uma substituição natural do “valor” no entregar o que o cliente deseja (que ainda não é conhecido, nem por ele) pelo valor de conseguir aprender e adaptar o caminho em menos tempo.

          Em tempo, Apple teve que se reinventar quando o Jobs voltou. De muitas formas, precisou ser “Startup”

          Enfim..

          • Brandão
            13/06/2012

            E a Apple vai ter que se reinventar novamente agora que Jobs se foi em definitivo!

    • elemarjr
      13/06/2012

      Bem colocado. Entretanto, deixa eu entender uma coisa: Como elaborar um plano de negócios eficiente sem saber, exatamente, como será a aceitação dos seus clientes para a proposição de valor que está criando.

      Como você faria?!

      • Felipe Antunes
        13/06/2012

        Eu achei a definição interessante, essencialmente pela “extrema incerteza” que está incomodando o pessoal. Na verdade se você remover a frase “condição de extrema incerteza” vira uma frase mediocre. Acabei baixando o Sample do livro. Na opinião do autor, a tal da Lean Startup dispensa planos de negócios elaborados, e a proposta dele é .. (acabou o sample : D)

        Fiquei curioso, voce recomendaria o livro?

        • elemarjr
          13/06/2012

          Ainda não completei o livro. Entretanto, até aqui, parece muito bom.

      • Yan Justino
        13/06/2012

        Bem o plano de negócio não é uma garantia é uma estimativa com base em impressões. Contudo, não deixa de lhe proporciona a oportunidade de reafirmar qual sua proposta de negócio, quais os seus pontos fortes, quem são os beneficiados, de onde vem os recursos, qual o canal de entrega ou prestação de serviço e não menos importante, quais os riscos embutidos nos pontos fracos do seu produto ou serviço ou nos pontos ao redor dele. Uma boa forma de ter esta visualização é através de um BUSINESS MODEL CANVAS. O BMC não apresenta riscos de forma explicitas, mas lhe apresenta de forma rápida um modelo de negócio.

        • elemarjr
          13/06/2012

          Como eu disse, não dispenso o plano de negócios. Só entendo que, no caso de uma startup, deve haver mais “sensibilidade” para as mudanças.

          • Yan Justino
            13/06/2012

            Com certeza! também concordo que estruturas administrativas tradicionais não cabem em estratégias adotadas por Startups. Os comentários aqui me fazem pensar na seguinte ideia. Existem tipos de Statups diferentes. Conheço cases de startups para atender um público médico. Neste caso, conheço meu cliente mas preciso entender a aceitação dele sobre a aplicação. Como fica a questão neste caso?

            • elemarjr
              13/06/2012

              Para mim, o segredo está em descartar qualquer processo que não implique em feedback do cliente.

              Se é um produto novo, adote um modelo onde possa obter feedback frequente sobre a evolução da proposta de valor.

              Ainda assim, classifico como extrema incerteza.

  7. Em um modelo de incertezas com certeza a validação da sua ideia e posteriormente o produto deve ser testada junto ao mercado e tbem ter uma reação rápida a mudanças para poder mudar de direção e testar novas hipóteses

  8. Pingback: SNIPPET: Uma (outra) definição para Startup « Elemar DEV

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Publicado às 13/06/2012 por em Post e marcado , , , .

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