Olá pessoal. Tudo certo?!
“O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica.” – Norman Vincent Peale
Você concorda com isso?!
Eu confesso que tenho dificuldade para receber críticas. Minha postura costuma ser demasiadamente defensiva. Como faço bom uso das palavras, muitas vezes, engano a mim mesmo “contornando” críticas que não sei aceitar. Entretanto, como sou muito “chato”, acabo retomando o “conteúdo da crítica” muitas vezes. Depois de um certo tempo, aceito, internalizo, melhoro e avanço.
As críticas podem ser ainda mais amargas quando proferidas com relação a algo em que acreditamos ser bons. Geralmente, temos dificuldades em aceitar que não estamos tão bem, hoje, em algo em que já nos destacamos.
“O sucesso é senoidal” – Vinícius Senger
O “ponto” é que a continuidade é SEMPRE uma ilusão. Logo, por mais exitosos que sejamos, teremos nossos “altos e baixos”.
A crítica honesta é, de muitas formas, uma demonstração de carinho. É apenas uma forma do “outro” mostrar que se importa.
Muitas vezes, a crítica vem “embrulhada” em um “pacote ruim”. Nos sentimos ofendidos, invadidos, enganados, injustiçados. Com frequência (menor que gostaria de reconhecer), até somos. Entretanto, por mais feio que seja o pacote, no conteúdo sempre há algo de bom – sempre há um indicativo de crescimento.
A primeira reação a crítica é, quase sempre, a negação. Sempre começamos tentanto justificar nossas escolhas. Sempre tentamos sustentar o que pensamos, nossa forma de agir e reagir ao mundo.
A segunda reação costuma ser o “contra-ataque”. O discurso defensivo converte-se em algo como “OK! ERREI, MAS … VOCÊ …”. De alguma forma, acreditamos que ao apontar ao falha do outro, compensamos a nossa. Mas, obviamente, não é assim.
Hoje, penso que a melhor forma de receber uma crítica é ouvindo de forma ativa. Ou seja, em silêncio, tentando extrair a essência do “ataque aparente”. Além disso, penso ser muito interessante tentar repetir para o outro o que acabamos de ouvir – seria a garantia de que pegamos a mensagem. Por fim, se conseguirmos fazer isso de forma honesta, deveríamos agradecer (precisa algum sangue frio, aqui). E pronto!
A crítica é algo difícil de digerir. Se tentarmos “comer depressa”, vomitamos. Por isso, acho que a coisa certa a fazer é “jiboiar”.
A escuta ativa é uma defesa em dois sentidos:
Sejamos salvos pela crítica qualificada. Evitemos a ruína dos elogios injustificados.
Exercitar a escuta ativa não é tão fácil, porém, vale a pena no final das contas. Esse texto vale pra mim
Muito bom!
Certas vezes crio resistência para aceitar uma crítica, algumas coisas que tem muito valor para mim quando são criticadas por ex.
Vejo que aceitar uma crítica é questão de maturidade, uma crítica sincera e coerente é sempre bom, a pessoa que a fez não quer lhe ofender, na verdade quer que sejas melhor ainda. Por que não aceitar?
Até por que nem sempre boa crítica é uma novidade para quem recebe, geralmente nós mesmo sabemos onde melhorar.
A pessoa que critica tem que saber como fazê-la, se a crítica sai com som de ofensa, por mais que seja coerente o criticado vai se defender (ou atacar).
Foram através das críticas que consegui melhorar muita coisa em mim, uma vez ao receber o feedback semestral meu chefe fez vários elogios, depois eu perguntei, e críticas? Não tem nada em que posso melhorar?
Elogios confirmam um bom resultado, críticas aperfeiçoam.
Agora em relação a alguns críticos eu simplesmente ignoro, existem 2 tipos de pessoas aquelas que criticam para estimular e os que criticam para atacar.
Será que mesmo a crítica ataque não tem valor?!
Pode ter sim, mas o criticado tem que ter uma certa calma e paciência para digerir e interpretar antes do instinto natural de defesa e contra-ataque agir. A priore eu tomaria como um insulto.
Acredito que se manter na postura nobre e educada diante uma desferida dessa exige um perfil bem equilibrado.
Pois é! Mas, cá entre nós, há qualquer justificativa em agir diferente?!
Repare, o que proponho é um ideal, para mim inclusive. Espero conseguir chegar a essa condição.
Na verdade a parte mais difícil é a ‘escuta ativa’ seja numa crítica ou não. Muitos conseguem ouvir, mas poucos são bons em escutar… É algo que EU preciso melhorar em mim, e vejo o mesmo problema em muitos
Gostei muito do artigo porque isso ainda é algo realmente difícil para min e também deu uma dica bem útil: “escuta ativa”.
Uma questão que ficou é: como distinguir os tipos de criticas ?
:sinceras, de ataque, embrulhadas em um pacote ruim, …
Analisar se merecemos ou não a critica é um exercício e tanto, dificilmente vamos tirar boas conclusões disso sozinhos.
Costumo imaginar que criticas sinceras são dadas somente por amigos e pessoas que realmente se preocupam comigo, embora criticas de ataque recorrentes ou de pessoas diferentes devem ser devidamente priorizadas (as vezes o problema realmente pode ser eu).
Digo isso porque é comum receber uma critica indiretamente(fofoca) ou em publico, com objetivo de vingança, inveja ou qualquer outro sentimento ruim. Poucos são aqueles que vão me chamar no canto e pontuar minhas falhas para o cara mais interessado: EU.
Aí está: daqui a pouco, o caminho é selecionar seus amigos – ou as pessoas em que você confia – para que elas analisem a crítica com você.
O que acha?
Concordo e também faço parte do grupo que não sabe receber críticas e quase ninguém gosta, no entanto, é fato que muitas pessoas não sabem criticar ou se expressar, de uma forma que a pessoa que esteja recebendo a crítica, veja que a mesma está sendo feita para ajudar/melhorar (existem exceções). E neste ponto também erro, pois muitas vezes ao criticar, acabo percebendo que poderia ter feito de maneira diferente. Acredito que de uma forma ou de outro acabamos no mínimo repensando nas coisas que temos como “verdade”.
Tenho dúvidas sobre o que podemos controlar no outro. Não sei se há tanta relevância na abordagem do outro.
Realmente é complicado receber críticas.
Eu sou uma pessoa relativamente calma, e costumo digerir depois as críticas.
A primeira atitude geralmente é ficar um pouco nervoso, triste, etc., afinal nós sempre esperamos fazer o melhor, e acaba sendo um pouco frustrante descobrir que não estamos no caminho certo.
A questão é não ser agressivo e tentar levar numa boa a crítica, para que eu possa digerir as informações mais tarde e refletir sobre o ocorrido.
Elemar-sama, eu já te disse por IM a minha opinião sobre o assunto.
Claro, você tem um bom ponto, mas eu vejo outro: o medo de decepcionar. Digo,
eu, por exemplo, não tenho medo de receber criticas de pessoas que eu vejo serem do mesmo nível que eu, porém tenho medo de ser criticada por alguém que considero ser superior a mim. O que não faz sentido, uma vez que a pessoa que acredito ser superior tem mais “moral” para me criticar, e logo eu vou aprender mais com a critica da pessoa.
Acho que esse não é um problema somente meu, muitas pessoas devem ter complexo de inferioridade e têm medo dos “grandes”. Medo de que a pessoa que está no nosso pódio de adoração nos veja como alguém desmerecedor de atenção, ou medo de confirmar o que sentimos: que nunca seremos como eles.
Já vi colegas terem medo de se expor e medo de pedir concelhos por causa disso mesmo. Acho que é esse medo idiota que faz muitos como eu terem medo de ao menos tentar. Você e outros já me falaram que estão querendo ajudar a trazer novos nomes a se tornarem ativos na comunidade, mas eu e muitos temos esse medo da qual falei.
Acho que essa parte vem justamente da falta de sinceridade das pessoas. Criam uma imagem de si mesmos e dos outros e não querem quebra-las, nem as próprias e nem as dos seus ídolos.
Eu espero conseguir superar isso. Estou trabalhando, mesmo, nesse ponto. Como “você-sabe-quem” disse-me: eu tenho sorte de poder falar com gigantes, preciso aproveitar, e não ter medo.
Obrigado por compartilhar seus sentimentos de forma tão explícita. Realmente, acho que o caminho é expor um pouco mais como e o que sente.
De qualquer forma, sempre acho que há alguém melhor que eu para me mostrar o caminho.
Newton disse: “Se vi mais longe é porque estava apoiado no ombro de gigantes” .. E ele era o Newton.
Ótimo artigo! Concordo plenamente.
Todos temos, pouco que seja, orgulho e isso nos faz ficar com raiva quando somos criticados. O segredo é como voce disse – escutar, refletir e evoluir com isso. Mas vale lembrar que existem pessoas que apenas criticam, dai vale você comparar outras opniões e ter certeza que, se tem algo de errado, não é contigo hehe. Apontar é facil, argumentar é difícil. Sempre tenho em mente o seguinte: “Se preocupe com quem ou o que tem algo a compartilhar contigo, ignore o que não vai lhe fazer crescer”
São os três filtros, não é mesmo?!
Na Grécia antiga, Sócrates era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido que lhe disse:
- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste. Chama-se “Teste dos 3 filtros”.
- Três filtros?
- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer.
O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade?
- Bem… Acabo de saber…
- Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar?
Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário.
- Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade!
Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade. O que queres me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito.
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e pode não ser útil, então para que contar?
Muito bom! Sabedoria nunca sai de moda…
Viés da confirmação, um dos mais presentes e piores (minha opinião) vieses cognitivos do ser humano.
Muito aplicável seu post Elemar, parabéns!
Eu também tenho dificuldade em receber críticas. Normalmente entro em modo defensivo e de início não aceito, mas estou trabalhando para mudar isso.
Gostei da ideia do Vinícius “O sucesso é senoida”
Olá, esse seu post salvou o meu dia hoje, obrigada! Me sinto infinitamente melhor agora, após a leitura!
Um grande abraço
Pati Sato