Olá pessoal. Tudo certo?!
A palavra democracia está em alta nesses dias. Entretanto, acredito que poucos saibam sua origem e significado.
Inspirado por uma excelente aula de filosofia, nesse post, falo sobre a origem do conceito. Retorno a Platão e convido ao questionamento. Afinal, é isso mesmo que queremos?!
Os conceitos que apresento podem parecer ofensivos. Entretanto, entenda: o objetivo aqui é questionar. Há muito para ser dito sobre o tema (recomendo a leitura de “A República” de Platão, só para começar), mas dá para “perturbar o cérebro”.
Hoje em dia, falamos sobre “democracia organizacional”. Entendo que exista liberdade de utilização do termo democracia. Entretanto, alguns aspectos e semelhanças ficam evidentes. Considere …
Se vivemos em sociedade, carecemos de um governo (de algum modelo). É ele quem garante a justiça (veja esse post para tornar o conceito mais claro).
Retomando, o que é justiça!?
Justiça é dar a cada um o que lhe cabe de acordo com sua natureza e atos.
Veja só! Trata-se uma definição curta, mas, abrangente e profunda. Pense um pouco antes de avançar.
O governo surge junto com o Estado. É a manifestação da necessidade de um agente ativo para a obtenção da justiça.
Note que a Justiça não precede da igualdade. Aliás, a igualdade simplista é uma das formas mais autênticas de injustiça. Você entende o porquê?!
Como podemos esperar que alguém com fome tenha as mesmas condições de escolha daquele que não tem? Podemos condenar o faminto que vende seu voto em troca de comida? Podemos assumir que esse faminto tem condições plenas de votar e escolher?
Como podemos esperar que o pouco instruído, tenha a mesma condição de escolha daquele que tem instrução? Falta ao pouco instruído o conhecimento de suas opções. O mesmo pode ser dito sobre o ignorante. Não acha?
Trazendo para o mundo corporativo, defender a igualdade é ignorar a justiça. É assumir que todos estão igualmente preparados para reconhecer o que lhes cabe (tanto direitos e deveres) e, infelizmente, isso é ingenuidade ou manipulação populista.
Como já dito, liberdade é o resultado da capacidade de escolha. Carece do conhecimento das opções. Não daquelas que nos apresentam, mas, de um conjunto mais amplo. Se temos que escolher entre apenas algumas opções – que nos são dadas – não somos livres de fato.
Se não conhecemos nossas opções, não temos liberdade real! Se podemos optar apenas um subconjunto de opções, não temos liberdade tampouco.
Presumir que todos tenham consciência de suas opções, que todos sejam integralmente livres, é um ideal – não mais que isso. Afinal, somente o sábio é, de fato, livre. Como sabemos, não somos TODOS sábios.
Não reconhecer a necessidade de seguir aquele que sabe mais, que está mais preparado, é manifestação de arrogância – pura e simplesmente. Mais que isso, é exercício de auto-escravização.
Reconhecer que há diferentes níveis de consciência de opções – logo, de sabedoria – e , além disso, reconhecer que os sábios são melhores líderes é o fundamento da Aristocracia. Aristocracia (aristus = sábio, cracia = governo) é o governo do sábio.
O sábio, e somente ele, é, de fato, livre. O sábio “saiu da caverna” e tem visão mais ampla e, por isso, tem condições de conduzir os demais.
Do outro lado,
Aquele que segue um verdadeiro sábio é um previlegiado. Afinal, tem condições de aprender e evoluir com mais facilidade e consistência.
O governo deve ser o sacrifício (sacro + ofício = ofício sagrado) do sábio. É um dever, antes de ser uma escolha.
Por que ninguém fala em “Aristocracia Organizacional”?
Timocracia é um modelo de governo intermediário. Ele está entre a Aristocracia e a Oligarquia. No governo timocrático predomina o ímpeto sobre o racional. O “timocrata” não é o sábio de fato. Trata-se de um “encantado” que busca cegamente por reconhecimento e honras.
O timocrata finge se preocupar com o povo. Mas, na verdade, preocupa-se apenas com o reconhecimento que recebe.
O timocrata é arrogante e pouco culto. Escuta muito e fala pouco (pelo menos, pouco interessante). É “duro” com seus seguidores e amável com os libertos. Obediente à autoridade e apreciador de cargos (as vezes formais, outras vezes não).
O timocrata não entende o aristocrata. Ele o vê como inferior, embora, em certos aspectos o admire.
A timocracia é resultado do fracasso da aristocracia. Ocorre quando um “falso sábio” assume o governo. No lugar de promover a justiça, promove a sí mesmo. Aliás, o timocrata não consegue promover a justiça a sí próprio. Afinal, faz uma “auto-avaliação” distorcida (e, em consequência, não lhe é justo).
A plutocracia (pluto, riqueza; cracia, governo) surge com o acúmulo de riquezas de uns em consequência do empobrecimento de outros. Surge como compensação ao “ego” do timocrata que previlegia seu séquito.
Neste modelo, o povo se torna amante do dinheiro (ou reconhecimento material) e trata as virtudes com desprezo. Ou seja, o valor das pessoas é definido pelas suas posses. Nesse modelo, surge a figura do indigente e, em consequência, os ladrões e todo tipo de malfeitores.
O homem oligárquico surge da ruína do timocrata. É mesquinho e vazio. O oligarca não é nem sombra do sábio.
O “oligarca arruinado” junta-se com a classe pobre da sociedade. Revoltado, conspira contra a classe mais rica e dirigente, até vencê-la, reconquistando o poder. Essa é a origem da democracia, governo formado pelos mais variados tipos de homens, como uma colcha de retalhos, onde cada um procede da forma que bem entende.
Ninguém é obrigado a governar, nem a obedecer. A lei perde força nascendo o excesso de indulgência. São honrados todos os que se declaram “amigos do povo” – condição suficiente para governar.
O conceito original de democracia parte da premissa de que o povo tem condições de governar a sí mesmo – o que é falso e injusto. Afinal, o povo não tem conhecimento de suas opções e, fatalmente, não tem liberdade real.
A democracia funcionaria apenas em um cenário otimista onde todos são sábios.
O desejo insiaciável de riqueza da Oligarquia, em detrimento de todo o resto, acarreta sua destruição, originando a democracia. Da mesma forma, essa é destruída pelo desejo imoderado de liberdade dando origem à tirania.
Na Democracia, o povo exerce constante pressão sobre o governo, acusando-o sempre quando tenta alguma forma de controle ou restrição. Iguala-se então, com o tempo, os poderes entre goveno e governados. Da mesma forma, os pais igualam-se aos filhos, os discípulos desprezam os mestres. Forma-se o caos, invertem-se os valores, degenera-se a sociedade e não se respeita as leis. Nesse cenário, surge a tirania.
O tirânico é filho de pais democráticos. Ele procura satisfazer descaradamente todos os seus desejos e carece de limites. Fatalmente, quando tem poder, acaba impondo sua vontade a força – muitas vezes disfarçada em um discurso falsamente populista.
Repare como muitos ditadores se proclamam amigos do povo.
Como tenho consciência dos meus limites, assumo que seria beneficiado com a orientação de alguém que saiba mais do que eu. Entendo que ter um mestre, de fato, é condição primordial para meu aperfeiçoamento. Aceito que, em algumas circunstâncias, esse mestre pode e deve escolher por mim. Afinal, eu não teria condições de saber qual é a melhor alternativa.
Perseguir a democracia deliberadamente é algo, para mim, demasiadamente contraditório. A democracia é algo superior a tirania, sem dúvidas. Mas, também é muito próxima dela.
Mas, o que você acha?
Grande, Elemar
Mais um post sensacional.
Uma frase que marcou muito nesse texto foi “defender a igualdade é ignorar a justiça”. Concordo com você.
Mas confesso que por muitas vezes, por pensar assim, tive dúvidas como “será que estou sendo arrogante?”, “será que não estou dando espaço para os outros?”…E você acaba até sendo mal-visto as vezes (o que sinceramente não tem me preocupado mais).
É bom saber que há outros com esse ponto de vista. Todos querem “direitos iguais” sem saber exatamente o que isso significa, sem saber se têm realmente condições de “reconhecer o que lhes cabe” (como você mencionou).
Defendo muito a questão do mérito. Aquele que merece, por fazer mais, por dar mais retorno, por ter mais potencial, deve ter preferência e privilégios. Mérito dele que se esforça mais, que busca mais.(“Dar a cada um o que lhe cabe”).
O meu maior problema é (era) transmitir isso tudo sem que os outros me vejam como alguém que quer inferiorizá-los (chamo de “política dos coitadinhos”), pois não sou muito “político”, falo “na lata”, de forma “intensa” demais para a maioria da humanidade (hehehe).
Acho que esse post pode ajudar (vou reproduzir e espalhar pela empresa hehe).
[]s, cara.
Robson, esta “política do coitadinho” é típica na cultura ocidental cristã, onde é bonito se fazer de fraco (principal crítica do Nietzsche ao comportamento dos cristãos – já que este exemplo de auto-depreciação vem da busca cristã pela humildade, desvirtuando-a para fazer dela um protocolo social).
Na cultura ocidental-cristã, é feio se colocar como autoridade em algum aspecto, mesmo que você tenha dedicado sua vida inteira para dominá-lo. Eu mesmo também tenho de arcar com as consequências desse comportamento (não-humilde).
Humildade = não SE colocar acima dos outros – é reconhecer as coisas como elas são.
Não reconhecer os próprios feitos é “modéstia”, não humildade. Também pode ser “arrogância disparçada”, não humildade.
A “política do coitadinho” é apologia a mediocridade, pura e simplesmente. Não ajuda ninguém no longo prazo. Incentiva o bom e condena o ótimo.
A “unânime”, o “nivelado” — ambos são populistas. Mais que inúteis, são contraproducentes.
De fato, e aí mora a confusão: a cultura ocidental confunde Modéstia e humildade, como se fôssem ambíguas. Daí o que eu disse sobre “desvirtuar a humildade”.
Em primeiro lugar, obrigado pelo feedback.
Quando falamos em direitos, não podemos, de forma alguma, ignorar os deveres. Para que os direitos sejam iguais, os deveres também precisam ser. Os “resultados” que cobramos devem ser proporcionais aos “resultados” que entregamos. Tem que ser assim.
Cabe ao “governo” a responsabilidade de garantir que a relação entre o que entregamos e aquilo recebemos seja justa. Cabe a nós exigir e colaborar que esse mesmo “governo” cumpra com o seu papel.
Para que um “governo” seja, enfim, Governo de fato, por todo o exposto, precisa ser justo. Para isso, precisa de governantes que pensem, ajam e sintam de forma coerente. Ou seja, pratiquem a justiça para com eles e com os outros.
A democracia “utópica” somente funcionaria se todos fossem justos (consigo e com os outros)… Logo …
Muito bom o post. Mas muitos pontos a comentar.
De fato, a palavra democracia sempre tem me causado alguns receios. O povo não consegue unir em propósito, pois não há igualdade, como você mesmo comentou. Existe o propósito individual, o propósito local (de uma família, uma vizinhança, uma cidade inteira, ou até mesmo uma região contextualizada por condições climáticas, infraestrutura, etc) e é muito improvável que se consiga alinhar os propósitos dos indivíduos e do todo para um bem comum.
Aqui em SP é muito comum ouvirmos falar da atenção de alguns políticos aos mais necessitados, como se isto de alguma forma caracterizasse no favorecimento de uns antes de outros… o que até faz sentido, já que aqueles são os mais pobres, mas o fato de não obter benefício próprio (propósitos individuais) torna o cidadão cego para o que realmente precisa ser prioridade para aquele que governa.
Eu não sou muito fã de Platão (ou Sócrates, ou até mesmo Aristóteles) e começo a ter alguma simpatia por Descartes, mas foi Nietzsche que me fez compreender melhor alguns aspectos da filosofia (que é baseada nos pré-socráticos) e me identifico mais com seu raciocínio.
Liberdade é uma condição onde o seu propósito se combina com a oportunidade. De fato, não somos livres (nem mesmo o sábio é livre) se não houver a oportunidade para exercer o seu propósito. Eu só sou livre para coçar minha cabeça por que a vontade que eu tenho se combina a oportunidade que me é dada, por ter membros, por poder movimentá-los, e por minha cabeça estar ao alcance de pelo menos um deles para que eu possa usá-lo.
Um pouco dramático, eu sei, mas complementa a sua definição de liberdade no que diz respeito ao que tem menor conhecimento sobre suas opções e, até mesmo, coloca alguma restrição à liberdade dos sábios.
Agora, é sábio dizer que a maioria não está em condições de fazer escolhas, pois a maioria não tem tal liberdade (ou por não ter conhecimento de suas opções, para estabelecer um propósito, ou por não ter a oportunidade de exercê-lo). É muito improvável que se possa contar com o propósito do povo para garantir o bem comum.
O Brasil é, sem dúvida, um excelente exemplo do modelo democrático e dos “benefícios” que ele traz.
É por isto que eu fico cada vez mais curioso com este modelo organizacional no mundo corporativo. Por que não consigo acreditar nisso funcionando, no entanto as pessoas relatam, orgulhosas, a respeito do sucesso deste modelo, e isto me impressiona.
Excelente discussão. Eu adoro filosofia e sociologia, nunca li nenhuma obra (nem Platão, Aristóteles, Descartes ou até mesmo Nietzsche) mas já li um bocadão a respeito deles e da contribuição que deram para a filosofia.
Até mais.
Se não tenho “oportunidade”, não tenho opção. Certo?!
Sim, está correto. Mas daí o fato de que até mesmo os sábios estão restritos à oportunidade, e foi este o ponto que eu quis enfatizar, para contrapor à máxima de que somente os sábios são verdadeiramente livres, como você mencionou.
Elemar Jr. MVP em Políticas Sociais e Filosofia…
Sinto falta dos velhos tempos do site.
Olá,
Este blog sempre trouxe assuntos do meu interesse. Sempre falei sobre filosofia e carreira.
Reduzi a quantidade de posts por motivos pessoais. Entretanto, só na semana passada, escrevi 4 posts técnicos também.
Todos os meus posts recebem Tags identificando seu conteúdo. Fica fácil ignorar o que não gosta.
Enfim, …
O significado de liberdade aqui proposto contradiz o significado dessa palavra no dicionário. Não sei porque a tentativa de dar um novo significado à uma palavra já existente.
Peguemos os primeiros significados no dicionário Michaelis:
“”"
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=liberdade
Estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou coação física ou moral. 2 Poder de exercer livremente a sua vontade. 3 Condição de não ser sujeito, como indivíduo ou comunidade, a controle ou arbitrariedades políticas estrangeiras. 4 Condição do ser que não vive em cativeiro. 5 Condição de pessoa não sujeita a escravidão ou servidão.
“”"
Logo ser livre é não sofrer coação por parte de outras pessoas.
Assim sendo, mesmo uma pessoas burra (longe de ser sábia) que não sofra nenhuma coação é sim livre.
Se usarmos a definição proposta ninguém é livre, pois existem infinitas coisas que uma pessoa desconhece, afinal ninguém é sábio, sempre há mais conhecimento que pode ser adquirido ou desenvolvido, o conhecimento é infinito. Logo é impossível alguém saber TODAS as opções.
E não seguir alguém que é mais sábio não é auto-escravização, ninguém pode ser escravo de si mesmo. Não seguir alguém mais sábio é apenas uma escolha. E tampouco seria arrogância, pois alguém que sabe mais não é perfeito e pode errar. Seguir alguém que sabe mais apenas pelo fato dessa pessoa saber mais seria burrice. O correto é raciocínar sobre cada decisão e não apenas “seguir o que a pessoa que sabe mais disse”.
Assim sendo, prefiro a definição do dicionário, que é a que todos usam.
E acrescento que pela definição do dicionário ninguém é livre, pois todos vivem debaixo de algum governo, seja ele democrático, tirânico ou qualquer outro tipo… pois os governos dominaram praticamente toda a superfície do planeta, e eles coagem todos os cidadãos.
Ninguém, segundo a definição do dicionário é livre por razões bem mais razoáveis, como por exemplo:
- ninguém é livre para extrair ouro de terras sem dono (governo proíbe)
- ninguém é livre para extrair petróleo de terras sem dono (governo proíbe)
- ninguém é livre para sair do país sem autorização do governo
- ninguém é livre para viver sem documentos de identificação
- ninguém é livre para dirigir sem habilitação (mesmo que seja o melhor motorista do mundo)
- ninguém é livre para trabalhar como contador sem pagar ao sindicato e ter um diploma, mesmo que seja o melhor contador do mundo.
- ninguém é livre para trabalhar sem pagar impostos
etc…
e ainda tem gente querendo que ninguém seja livre para trabalhar com TI, pois querem criar um sindicato, que irá sugar dinheiro das pessoas e obrigar todos à terem um diploma.
Enfim, ninguém é livre pois todos querem roubar a liberdade alheia para benefício próprio e ficam fazendo isso usando o governo, que deveria apenas proteger as pessoas de terem suas liberdade atacadas, mas o governo é o maior ladrão de liberdades de todos.
Por favor, Daniel. Indique onde a definição proposta não respeita a definição do dicionário?
1) O que você entende por coação moral além de restringir uma pessoa do conhecimento de suas opções?
2) O que você entende, afinal, por vontade? O que seria a vontade sem a luz das possibilidades?
3) Você realmente escolhe as músicas que quer ouvir? A roupa que quer vestir? A comida que quer comer? Os filmes que quer assistir? Realmente acha que, hoje, suas escolhas são livres? Em (raro) caso positivo, isso não implica no conhecimento de suas opções?
4 e 5, nem comento.
Não fiz proposição de um novo significado. Apenas ofereci uma redução que, aliás, não é minha. Pode ser encontrada no dicionário de filosofia Nicola Abbagnano.
Recomendo que você de uma olhada no artigo sobre o tema na Wikipedia que tem uma compilação do significado para o termo conforme alguns pensadores bem respeitados.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberdade
Vamos concordar que o dicionário só serve para dar sentido às coisas no aspecto linguístico, e não no filosófico. O dicionário serve para alinhar o protocolo linguístico para que, quando eu diga “liberdade”, você entenda o que eu estou falando.
Filosoficamente a definição da condição de livre, no entanto, é bem mais complexa do que uma mera definição linguística do termo. Você pode falar sobre a liberdade, mas ninguém é capaz de identificar liberdade ou falta dela em todas as situações.
Elemar, baseado no que escreveste, tendo a desconfiar que aqueles que relatam a democracia organizacional como um caso de sucesso são timocratas.
Excelente interpretação e compilo dos pontos chaves do tema, Elemar. Gostei muito! E pensar que estes conceitos foram apresentados desta forma por Platão há + de 2000 anos. Parece que ele está falando dos dias de hoje… Um abraço!