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Tecnologia e desenvolvimento

Sobre Competência – Saber e Querer Fazer

Olá. Tudo certo?!

Para definir competência, sempre recorro a combinação de conhecimento, habilidade e atitude. Já tratei disso em um post antigo, “Você é (in)competente?“.

Há, entretanto, uma definição alternativa que me agrada bastante. Segundo essa definição,

Competência é a combinação de saber e querer fazer.

Para mim, esta é uma fórmula simplificada, porém abrangente. Afinal,

  • o saber carece de conhecimento e habilidade (experiência prática);
  • o querer é expressado pela atitude e pelo comportamento.

Com apenas duas variáveis, fica mais fácil, inclusive, criar classificações. Abaixo, podemos ver o tratamento empregado na teoria da liderança situacional (já falei sobre ela em “Quando ‘comando e controle’ são necessários“)

O nível de maturidade, ou competência de um indivíduo, expressado pela combinação de saber + querer, determina rapidamente o tipo de liderança mais adequado à situação.

Retomando,

Você é competente quando sabe fazer o que é necessário e quer fazer isso.

Você é competente?

 

 

17 comentários em “Sobre Competência – Saber e Querer Fazer

  1. Seria justo dizer de onde você tirou a imagem do post ;)

    Mas… me lembro da vez que você me chamou de incompetente. Era justo, porque eu tinha deixado de fazer o que deveria por medo. Medo é injustificável. No seu texto anterior sobre o assunto deixou charo que a falta de uma das… “variáveis” inutilizava as outras.

    Mas não se torna competente do dia para a noite. Haveria então um caminho a seguir até chegar lá.

    E como fazer isso?

    Repensar as prioridades é o primeiro ponto. Não se corre atrás do necessário sem saber o que é necessário.
    :)

    • elemarjr
      30/03/2013

      De onde tirei a imagem?! Do Google Images. :)

      No passado me referi a fonte do conceito. Trata-se do excelente livro “Psicologia para administradores”.

      • MayogaX
        31/03/2013

        “Google imagens” não é uma resposta válida. Dizer o nome ou o site de onde tirou sim seria uma resposta válida. Ai ai ai, que coisa feia!!

        • elemarjr
          31/03/2013

          Foi retirado de um trabalho na Universidade Federal de Santa Catarina.

          Importante destacar, entretanto, que trata-se de um “scan” do livro que citei acima. Citei, sim, a fonte original.

    • elemarjr
      30/03/2013

      Saber fazer e não querer é ser incompetente. Querer fazer e não saber também te define dessa forma.

      Na minha avaliação, “mudar” o saber é mais fácil que o querer. O que você acha?

      • MayogaX
        31/03/2013

        Okay, eu falo por mim então quando digo que: no meu caso na época eu queria e deveria e sabia como fazer. Só tinha medo de fazer.

        Vi uma vez o Evil dizendo que não entendia o quanto os talentos eram desperdiçados por que as pessoas tinham medo.

        Discordo sobre o “Mudar” e o querer. Muita gente quer, mas tem medo, ou preguiça mesmo, de mudar o que sabe, transformar o teórico em prática, arriscar em tentar, gastar um tempo para estudar e praticar X coisa.

        Querer muita gente quer…entender como, quando e que só depende dele fazer é mais difícil.

        Talvez eu tenha uma visão diferente da sua porque sou uma menina medrosa que perdeu muito tempo sem arriscar enquanto antes mesmo de’u aprender a ler e escrever você já trabalhava com código e sem medo dos outros.
        :D

        Okay, chegamos a um acordo então: as pessoas até querem mas não trazem a parte prática. Há como ajuda-las?

        • elemarjr
          31/03/2013

          Acho que o post que escrevi agora, com notas de leitura sobre o livro do Uncle Bob, sobre comprometimento responde a questão.

          Há 1) quem fala que quer; 2) quem realmente deseja; 3) quem faz algo de fato. O medo que você mencionou indica que seu comprometimento está(va) em falar e, quem sabe, sentir que deve. Entretanto, não foi suficiente para te trazer a ação.

          Como ajudar?! “No more excuses!”. Conhece a sigla GOYA – Get Off Your Ass! Há também o equivalente: TBC – Tire a Bunda da Cadeira.

          Só se aprende a fazer, fazendo.

  2. Pingback: Sobre a Atitude e o Comportamento | Elemar DEV

  3. moreirayokoyama
    01/04/2013

    Este seu apêgo por definições platônicas das coisas nunca te trouxe nenhum tipo de conflito interno a respeito destas mesmas definições?
    Digo isto por que, entenda, é muito bom usar fórmulas matemáticas usando variáveis comportamentais (conhecimento + habilidade + atitude), e gráficos apresentando algum tipo de comportamento funcional, principalmente pelo caráter ilustrativo que tais coisas propõem, mas na prática nós sabemos que não é tão simples.
    Só pra contrariar eu poderia, por exemplo, citar: Querer não é poder. E isto é uma verdade muito mais concreta que uma definição platônica ilustrada por uma função matemátia (Querer é mais que mero comportamento e atitude). E saber também não é uma condição de valor absoluto. Não há como distinguir um real estado concreto do saber. Não existe uma condição lógica para definir se a pessoa simplesmente sabe, ou não sabe… sempre se complica mais à medida que tentamos determinar o quanto ela sabe.
    Talvez seja pouco, talvez seja muito, talvez envolva mais do que uma área verticalizada do conhecimento, ou talvez envolva conhecimentos ortogonais, e talvez o muito disso com o pouco daquilo, apesar de não ser um conhecimento significativo a respeito das coisas, seja suficiente para que a haja competência naquilo que será executado.
    Enfim, o que estou querendo dizer é que me incomoda esta tendência de aplicar definições platônicas para questões fundamentalmente mais complexas do que se pode ilustrar envolvendo polinômios e análise de um gráfico funcional. Mas como sempre te vejo recorrer a este tipo de definição, talvez por apêgo ou simplesmente pelo valor ilustrativo que ela tem, eu realmente gostaria de saber se isto nunca te colocou em check, os famosos pontos-fora-da-curva… e se sim, como vc lida com isto a fim de manter a mesma definição?

    • elemarjr
      01/04/2013

      Nem tão simples assim. Nem tão complicado assim. Pobre do Platão, amigo!

      Honestamente, acho que temos uma tendência muito marcada de “complicar” coisas que não são assim tão difíceis. Por exemplo, não entendo que, na prática, seja tão complicado determinar se uma pessoa possui o conhecimento necessário para desempenhar uma tarefa.

      Perceba, não sou a favor de testes, ou artifícios semelhantes, mas entendo que o “contato humano” mostra com alguma clareza o qual (des)preparado alguém está. Pelo menos, isso é o que minha experiência demonstra.

      Posso seguir na mesma linha com relação ao “querer”. Não acho que seja necessário muito mais do que algumas palavras de uma boa discussão para saber se alguém quer, ou não, fazer alguma coisa. Você discorda?

      Logo, voltemos a fórmula. Ela simplesmente diz que alguém será competente para uma atividade se souber e querer fazer. Não há nada de platônico nisso. É simples exercício de demonstrar o óbvio.

      Conheço muita gente que sabe, mas não quer (de verdade). Você não conhece? Também conheço muita gente que quer mas que, infelizmente, não sabe! Nos dois casos, infelizmente, são incompetentes.

    • elemarjr
      01/04/2013

      Outro aspecto importante: embora reconheça a maravilha da individualidade, reconheço que algumas “diferenças” são quase imperceptíveis. Por isso, acredito que exista uma “postura de partida” adequada para grupos bem determinados.

      Seria muita ingenuidade minha querer dizer que, com relação a competência, existem apenas quatro tipos. Troquemos então para algo mais amplo.

      Assumo que, sim, com relação a competência, podemos classificar quatro grupos.

      Reconheço que as fronteiras são nubladas e a classificação não é binária, mas serve claramente como indicativo.

    • elemarjr
      01/04/2013

      Como apaixonado por gestão do conhecimento, sou apaixonado por abordagens que tentam explicitar conhecimentos obviamente tácitos. Todas as fórmulas que apresento são tentativas desse tipo.

      A experiência de tentar explicitar um conhecimento é parte essencial da criação do conhecimento novo.

    • elemarjr
      01/04/2013

      Finalmente, quanto aos pontos-fora-da-curva. Reconheço-os como tal: pontos-fora-da-curva.

      Por exemplo, o @vsenger tem apenas o “fundamental incompleto”, conforme ele mesmo. Entretanto, trata com maestria de transformadas e conceitos extremamente avançados. Ele é um ponto-fora-da-curva! Entretanto, convenhamos, reconhecer a existência de fenômenos como o @vsenger não justificaria invalidar que, geralmente, o estudo formal invalida modelos de avaliação de propósito geral.

      Com relação ao tema proposto, entretanto, não acho que existam exceções. Só há competência se houver “saber e querer” e, ao contrário do que dá a entender, acho que não são “valores” tão difíceis assim de mensurar.

  4. moreirayokoyama
    01/04/2013

    Eu não quis dizer que isto é complicado, eu quis dizer que é mais complicado do que a simplificação sugere. E é isto que Platão costumava de fato fazer: simplificar demais coisas que não são tão simples, ainda que não seja exatamente complicada.
    Se existe algo tão ruim quanto uma tendência marcada de complicar as coisas é exatamente o oposto: a tendência marcada de simplificar.
    Eu não gosto deste tipo de simplicidade para coisas que eu sei que na prática não são assim tão simples mesmo não sendo exatamente complicadas.
    Acho difícil (prá não dizer impossível) medir qualquer coisa para a qual não se possui uma referência que se possa usar, ainda que seja relativa.
    E de fato, não existem modelos de referência. O que sobra é a análise pela observação.
    Sei lá. Eu fico tentando não achar que a vida seja um jogo de RPG, onde alguém pode consultar minha ficha e ler meus atributos de Conhecimento, atitude e habilidade e dizer: Ok, seu nível de competência permite matar o dragão.

    • elemarjr
      01/04/2013

      Daniel,

      Você está simplificando Platão em demasia, não acha?! :-D

      Como você pode trabalhar com alguém sem saber se ela tem condições (conhecimento) para fazer, ou não um trabalho? Sério, como?

      Como você pode conviver com alguém e não saber se ela “quer”, ou não, fazer o trabalho?

      Desculpe, amigo, mas não peguei o seu ponto nesse caso.

      • moreirayokoyama
        01/04/2013

        Eu sei o quanto você gosta de Platão, e embora eu concorde que eu esteja simplificando em demasia, eu ainda acho que o purismo platônico é utópico. Mas não é pra discutir filosofia que estamos aqui… o ponto é: competência é algo que só se determina através da observação.
        Deixe-me inverter a pergunta: Como você pode ter certeza de que sabe se a pessoa tem condições (conhecimento) para fazer, ou não um trabalho? Você pode dizer que sua experiência te ajudou a desenvolver um sentido aguçado pra avaliar isto, mas isto não é exatamente um método. É uma dedução baseada em alguma amostragem, é quase como uma inferência concluída a partir de regressão linear, pra aproveitar a metáfora matemática que viemos usando.
        Toda nova contratação, não importa o quão rigoroso tenha sido o processo, resulta num período de observação.
        Não importa o quão diferente você me disser que faz, acaba sendo de alguma forma uma variante disto. Por que?
        Como eu disse: não é como um jogo de rpg onde eu te apresento uma fichinha com meus níveis e vc determina o que eu sou capaz de fazer.
        É claro que precisamos desenvolver, e estamos sempre desenvolvendo formas cada vez mais assertivas de inferir a competência de alguém… mas não me diga que é um método determinístico, porque não é. Nem mesmo, julgo eu, a seu próprio respeito.
        Acho que me perdi a esta altura. Isso é o que dá discutir esse tipo de coisa :D.

        • elemarjr
          01/04/2013

          Concordamos quando diz que você só conclui sobre a competência pela observação. Entretanto, eu acho que não concordamos sobre a duração necessária nisso.

          Penso que a experiência ajuda sim na hora de ver quem sabe e quer. Ficamos mais “curtidos”. Não acha?

          Concorda com o composto saber + querer?

          Sobre Platão, recomendo que o amigo lhe de outra chance. Ele pode ser tudo, menos simplista (ou simplório).

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Publicado às 30/03/2013 por em Post e marcado .

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