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Tecnologia e desenvolvimento

Notas de Leitura – The Clean Coder – Sobre Comprometimento

Olá. Tudo certo?!

Esse é o terceiro post com notas de leitura para o livro “The Clean Coder” do mestre Uncle Bob. Trata-se de um livro excelente e que recomendo muito.

Nesse post, falo sobre um trecho do livro que trata do comprometimento.

Três níveis de comprometimento

Uncle Bob compartilha, no livro, um artigo do Roy Osherove. Vejamos uma parte que considero relevante:

Say. Mean. Do.

There are three parts to making a commitment.

  1. You say you will dot it;
  2. You mean it;
  3. You actually do it.

But how often do we encounter other people (not ourselves, of course!) who never go all the way with these three stages?

Brilhante! Há tempos não parava tanto tempo para refletir sobre um trecho tão curto de texto. Julgando meus atos (prefiro assim), percebo exatamente esses níveis.

  • There are very few people who, when they say something, they mean it and then actually get it done.
  • There are some who will say things and mean them, but they never get it done.
  • And there are far more people people who promise things and don’t even mean to do them.

Não percebo tão claramente esses três tipos de pessoas. Ou melhor, reconheço esses três tipos em mim. Reconheço, entretanto, que há pessoas mais dispostas a um nível maior de comprometimento do que as outras.

Há quem diga que deseja escrever testes de unidade; Há quem “sinta” que isso seja a coisa certa a fazer; Alguns, de fato, escrevem! Certamente, temos níveis distintos de comprometimento aqui.

Voltando a competência (que discuti em outro post), entendo que ela só exista onde houver, de fato, comprometimento.

Quando falta comprometimento

O livro sugere que as pessoas dão dicas verbais de que não estão comprometidas. Vejamos:

Here are some examples of words and phrases to look for that are tellable signs of non-commitment?

  • Need/Should: “We need to get this done.”; “I need to loose weight”; “Someone should make that happen”;
  • Hope/Wish: “I hope to get this done by tomorrow”; “I wish I had time for that”;
  • Let’s: “Let’s meet sometime”

O problema, segundo o autor, é a falta do elemento pessoal. Pessoas estão comprometidas, ou indicam isso, quando “chamam a responsabilidade”.

Reflexão

Em um post anterior, falei sobre competência definindo-a como a combinação de saber e querer fazer. O “querer” está amplamente relacionado com o comprometimento.

O que esse trecho agrega? Para começar, me ajuda a perceber, nos outros e em mim, diferentes níveis de comprometimento e a aceitar melhor isso. Posso ajustar minhas expectativas e, quem sabe, entender melhor minhas prioridades.

Quanto tempo falei em perder peso?! Eu sabia a importância e não negava a necessidade, mas, meu comprometimento era superficial – Eu só falava! Quando fui ao médico, entendi que perder peso era condição de sobrevida – comecei a sentir! Por fim, parei de me lamentar e comecei a fazer algo a respeito – finalmente, estava comprometido.

Era isso.

 

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Publicado às 31/03/2013 por em Post e marcado , .

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